Relatório Web Summit Rio 2024

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Inovação e Tecnologia

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Relatório de Tendências Web Summit Rio 2024 - Edição Sebrae Delas MG

Conheça as principais tendências do evento sob a perspectiva do empreendedorismo feminino

Publicado em
09/07/2024 19:58

Tempo de
leitura: 21min

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Conheça as principais tendências do evento sob a perspectiva do empreendedorismo feminino

O Web Summit Rio 2024 é um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo. Sua segunda edição, no Brasil, aconteceu no Rio de Janeiro, durante os dias 15 a 18 de Abril. O evento também acontece em outras datas ao longo do ano, em Portugal, Qatar, China e Canadá, trazendo conteúdos igualmente impactantes sobre novas tendências pro setor.

No total, mais de 30 mil participantes passaram pelo evento, sendo pessoas de 102 países diferentes, que vieram para se conectar e/ou se inspirar com 518 palestrantes. A promissora ambiência de networking qualificado, atraiu 499 pessoas investidoras e 1.066 startups de 42 países ao redor do mundo, representando 31 indústrias.

Women in Tech

A representatividade feminina é assunto sério no Web Summit: detentores do programa Women in Tech (Mulheres na Tecnologia), o evento tem se esforçado para trazer maior participação feminina nas suas mais diversas frentes: seja com maior número de mulheres em posições de palestrantes, investidoras, CEO’s de startups ou participantes. Desde 2015, o programa está empenhado em alcançar a paridade de gênero em todos os seus eventos em todo o mundo.

As iniciativas Women in Tech Ticket oferecem pares de ingressos para o evento com um desconto expressivo para mulheres ligadas a indústrias de tecnologia, dando-lhes acesso a uma experiência incrível cheia de networking com outras mulheres em áreas de tecnologia, incluindo o Women in Tech Lounge que, no Brasil, é anfitriado pelo Banco do Brasil.

Em 2024, os números foram celebrados e divulgados em diversos meios: cerca de 45% das startups contempladas no evento, este ano, são fundadas por mulheres, contra 21,5% em 2023. Este recorde de participação representa a proporção mais elevada em qualquer evento Web Summit, quando comparado com os outros países onde o evento também acontece. As mulheres também são 40% das participantes do público geral do evento e subiram no palco para mostrarem seus cases como palestrantes 39% das vezes.


 
 


 

Sebrae DELAS

Todos estes números se alinham ao propósito do Sebrae DELAS, visto que a iniciativa tem por proposta de valor principal ser um “programa de aceleração com o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios liderados por mulheres”. São ofertadas ações de  “qualificação, eventos, networking e conteúdo, voltados para o despertar e o fortalecimento da cultura empreendedora das mulheres.”

Foi partindo desta premissa que, mais do que participar do evento, buscou-se, a partir deste relatório, compreender como estava a representatividade feminina dentre as dezenas de trilhas temáticas. O foco foi assistir àqueles conteúdos que contemplassem, no mínimo, 1 mulher com lugar de fala durante a sua programação.

E foi com base nesta curadoria minuciosa que chegamos nos achados que iremos apresentar a seguir. Lembrando que as tendências, em seu movimento natural, perduram por meses até se concretizarem, logo, boa parte deste conteúdo ainda vai reverberar por um bom tempo, mesmo após o final do evento e, quem sabe, até mesmo a próxima edição. Bora ver?


 
 


 

Principais tendências do Web Summit 

1. Inteligência Artificial Generativa (IAGs)

Existe um movimento natural, na sociedade, de uma determinada temática se sobrepor às demais, sazonalmente. De maneira muito simplificada, uma tendência pode ser constatada quando ilustra, através de diversos sinais, um determinado espírito do tempo (zeitgeist, em alemão).

No Web Summit Rio ficou claro que o tema da vez é Inteligência Artificial (IA) mas, mais do que isso, as discussões se aprofundaram mesmo foi na característica generativa da mesma. Mas o que isso quer dizer? A principal diferença entre IA Tradicional e IA Generativa é que “o primeiro tipo de Inteligência Artificial apenas copia, imita ou reproduz algo que já existe ou que já foi feito. Já o segundo modelo tem a capacidade de criar coisas novas e originais a partir do que conseguiu aprender.”   

  • Vieses na IAG

No evento, o tema foi tão expressivo que ganhou uma trilha própria. Isso significa, na prática, que dezenas de conteúdos foram discutidos diariamente acerca das IAGs. Nas mesas onde a participação feminina era expressiva, com mulheres palestrantes e/ou debatedoras/participantes, ficou claro que o aspecto da generatividade tem a ver muito com a importância da diversidade e inclusão a fim de evitar os vieses, tão temidos e citados sempre que possível.

Explica-se: uma vez que a IA cria coisas novas a partir do que conseguiu aprender, é imprescindível atentar para que a base desta aprendizagem não tenha sido realizada por alguém com um olhar limitante e pouco diverso. Isso porque, no mercado de tecnologia, soluções são criadas de pessoas para pessoas, todos os dias. Pessoas, sendo diversas, precisam de soluções que utilizam IAGs com um olhar igualmente plural

  • Caso Sol e Neve

Mas, como será que isso se aplica na prática? Imagine, você, uma sorveteria no seu bairro. Será que é possível criar algo original e diverso utilizando IA? A gente te prova que sim! A Sol e Neve, empresa de sorvete mineira, natural de Leopoldina, na zona da mata, criou o SN3V3 IA, seu primeiro sorvete criado por uma IA. Josete Amadeu, a especialista responsável pela adaptação da receita, nos sinaliza para a importância do uso crítico da ferramenta, lembrando que a integração pessoa x máquina, mais do que necessária, é o ponto crucial para o sucesso do produto.

Uma vez que esta IA aprende novas coisas, ela é capaz de criar coisas originais como um sorvete que combina rapadura, castanha, cacau e pimenta. Ao se aprimorar nesta aprendizagem, ela passa a ser generativa. Qual será a próxima grande receita de sucesso, co-criada com uma IAG pela Sol e Neve, no próximo verão? E como você, no seu negócio, pode se inspirar neste case? Saiba mais e inspire-se no processo inovador de desenvolvimento de produto da Sol e Neve e co-crie novos produtos e/ou serviços, com a IAG.

2. Diversidade, Equidade e Inclusão

Um dos grandes desafios da sociedade contemporânea perpassa por conseguir integrar todas as suas potências, nas suas respectivas singularidades, de maneira respeitosa e alinhada com as demandas dos tempos atuais. Este é um dos grandes motivos pelos quais as pautas sobre Diversidade, Equidade e Inclusão estão tão em alta.

Você já deve ter ouvido falar sobre a sigla “ESG”, tão em destaque nos últimos anos e que, no Brasil, encontra um campo fértil de possibilidades para se desenvolver. Na sua versão traduzida para o português, chamamos de ASG, onde o “E” de “environmental” dá lugar para o “A” de “ambiental”.

De modo bastante resumido: o movimento ASG tem pressionado diversos setores da sociedade, em especial o econômico, a se adaptarem às boas práticas sustentáveis, de uma maneira holística, seja alinhando seus produtos, serviços e/ou processos de maneira a, não somente, integrar uma agenda Ambiental, Social e de Governança, mas a fazê-lo de modo diverso, equânime e inclusivo. 

  • Boas práticas ASG no evento

Partindo da premissa de que uma iniciativa do porte do Web Summit Rio certamente está atenta a esta pauta, é imprescindível que sejam materializadas boas práticas desta temática, durante a experiência do público ao longo do evento. Desde a já citada Women in Tech, outras práticas de diversidade, equidade e inclusão puderam ser observadas, especialmente quando comparadas com a sua edição anterior, no ano de 2023.

É o caso de uma área específica no posicionamento do evento chamada de “parceiros comunitários”. Nela, estiveram presentes organizações como o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), a Rede Djassi, a Rede Mulher Empreendedora, além de várias outras. Todos estes parceiros contaram com uma grade expressiva trazendo diversas modalidades de conteúdo (mesas redondas, palestras em palcos principais ou estandes menores, aulas abertas, etc) que abordaram as temáticas com foco principal na diversidade.

Sabe-se que esta pauta é bem mais ampla e que pode-se abordar outras frentes como o público LGBTQIA +, de pessoas com deficiência (PCD), as mães, as pessoas neuro diversas, dentre outros. No entanto, neste momento do evento, o que percebemos de mais recorrente foram as pautas de gênero (com foco em mulheres cisgênero) e raciais (com foco em pessoas pretas). Por este motivo, as considerações sobre este tema terão este recorte a seguir, apesar de as outras temáticas também terem sido contempladas, em menor escala. 

  • Vantagens da maior participação feminina na tecnologia

Dentre os achados desta série de conteúdos impulsionados pelo olhar atento da diversidade, pudemos focar naqueles que tiveram destaques para o universo feminino. De um modo geral, a discussão sobre a participação feminina no mercado de tecnologia segue em evidência e diversos diálogos tiveram como pauta a questão de acelerar esta participação, ao longo dos próximos anos.

Mulheres programando, tomando decisões, gerenciando, inovando no setor da tecnologia garantem produtos e serviços mais inclusivos ou, pelo menos, com um olhar mais atento para a diversidade. Se fizermos um recorte racial, então, fica ainda mais claro que pessoas pretas e indígenas ainda precisam de maior representatividade em todos estes campos de atuação, para expressarem, de fato, todas as potências plurais de se pensar, fazer e não somente, consumir, tecnologia no nosso país. Neste sentido, podemos ilustrar 4 casos que representam bem a inclusão social no desenvolvimento de produtos e serviços inovadores. 

  • Caso Denga Love

O primeiro é o aplicativo Denga Love. Citado pelo CEO da Djassi, como sendo um dos negócios apoiados pela rede com “proposta de valor ousada”, esteve presente no evento, juntamente com outras centenas de startups expositoras.

O Denga Love é um aplicativo de relacionamento e o seu diferencial é conectar pessoas pretas entre si. A temática do afeto, a partir de uma discussão racializada é, de certa forma, recente, e iniciativas como o Denga colaboram na construção de conexões mais assertivas, impulsionando a autoestima e a confiança das pessoas pretas consumidoras dos seus serviços. 

  • Caso Conheça a Deb - ID_BR

O segundo caso é o lançamento, em primeira mão, da Deb, a IAG, em aprendizado e especialista do ID_BR. A Deb é programada para responder dúvidas das temáticas raciais de modo simplificado e democrático pelo Instagram, uma das redes sociais mais consumidas no país. Através de uma linguagem amigável e acolhedora, ela é capaz de interagir em diálogos estruturados, de modo a auxiliar qualquer pessoa.

E o mais bacana: o ID_BR, nos últimos anos, também tem se aproximado das pautas e movimentos indígenas e, ainda que a Deb seja personificada como uma mulher preta, ela também traz dados e conteúdo acerca deste outro público. Temos certeza que o seu empreendimento e/ou iniciativa pode se inspirar bastante nesses dois casos e colocar em prática, hoje mesmo, algumas estratégias que contemplem mais diversidade, equidade e inclusão no seu dia a dia

  • Caso IA para Todos – CESAR + Lenovo

Este projeto colaborativo inédito foi apresentado durante o evento, após 5 anos de pesquisa e desenvolvimento do Centro de Inovação - CESAR em parceria com a empresa de tecnologia Lenovo. Trata-se de uma solução que realiza a tradução, em tempo real, da linguagem de sinais para surdos. Mas como isso é possível? A IA captura os movimentos de sinalização, focando nos pontos de articulação do sinalizante e os transforma em mensagens de texto e áudio em tempo real, em português.

Falar sobre diversidade, equidade e inclusão aliados ao desenvolvimento de produtos e serviços realmente inovadores é, necessariamente,  falar de um olhar empático para a pessoa usuária desta solução. Proporcionar a melhor experiência possível de consumo de um conteúdo pensado para o público de surdos é algo realmente incrível e que pode ser adaptado para qualquer outro público de Pessoa com Deficiência - PCD. A tecnologia tem diversas formas de ser uma parceira na transformação social e é sobre ela que falaremos mais um pouco no caso a seguir. 

  • Caso Fundação Dorina Nowill para Cegos

Desta vez, com foco na inclusão social de pessoas cegas e com baixa visão, apresentamos o caso da Fundação Dorina Nowill para Cegos, uma organização sem fins lucrativos e de caráter filantrópico. A instituição oferece, gratuitamente, serviços especializados nas áreas de educação especial, reabilitação, clínica de visão subnormal e empregabilidade, sendo uma das suas principais frentes de atuação, a oferta de cursos, capacitações e consultorias.

Mas sabe como a inovação acontece, na prática? A fundação mapeou pontos importantes dentro de uma plataforma de ensino para ela ser, de fato, acessível para todos. Como um dos exemplos, citou o Moodle, sinalizando para a configuração eficiente de todas as ferramentas que esta plataforma proporciona, de modo que atenda da melhor maneira possível o extenso público de deficientes visuais.

No Brasil, eles representam mais de 6 milhões de pessoas que não conseguem encontrar soluções educacionais que, de fato, sejam inclusivas, uma vez que menos de 1% dos sites brasileiros são acessíveis para deficientes visuais. E, para concluir, se quiser saber mais sobre a pauta ASG a gente separou esse conteúdo bem bacana que, com certeza, vai te inspirar bastante!


 
 


 

3. Blockchain, Metaverso, Criptomoedas, Cloud, Fintechs? É bom continuar de olho!

Mas não somente de IA se vive um evento! Em uma grade com uma grande quantidade de conteúdos, é sempre importante ter atenção às temáticas que ainda resistem e se repetem anualmente, ou ainda, entre outros eventos de tecnologia e inovação. No caso do Summit, já percebemos um movimento de a cada ano o evento ter uma tônica, onde uma temática principal desponta: em 2024, a IA chegando de vez, em 2023, muitas discussões sobre Cloud e Blockchain.

Em anos anteriores, não somente lá, como também em outros eventos, falava-se muito sobre Metaverso e a chegada das criptomoedas. E na atualidade? Como interpretar toda essa série de temáticas e saber: o que não podemos deixar de acompanhar e como isso se aplica aos nossos negócios? Vamos discutir a seguir. 

  • Criando uma ambiência para a inovação

De um modo geral, todas essas temáticas surgiram no evento como formas de se acompanhar uma tecnologia em evolução, que está se adaptando às demandas e movimentos de mercado. Também falou-se, diversas vezes, sobre as características naturais de o Brasil assumir um papel de criador de tendências a nível de América Latina, uma vez que amadureça a sua base tecnológica, possibilitando a inovação em diversas frentes, especialmente com as empresas de serviços financeiros (fintechs) e aquelas com foco em criptomoedas.

Grande parte dos conteúdos trouxeram esse ecossistema de produtos e serviços dentro da inovação tecnológica sob o viés de tendências e o recado geral foi: é preciso continuar colocando esforços e energia em possibilitar uma ambiência inovadora e testar soluções dentro destas possibilidades, ainda que elas não sejam o foco principal da sua empresa (seja produzindo ou consumindo) neste momento. 

  • Caso Preta Hub

Quando relacionado ao universo feminino, as temáticas corroboram com o que já foi exposto até o momento: uma maior participação de mulheres e pessoas diversas tomando decisões acerca destas possibilidades promove uma ambiência mais inovadora e eficiente. Foi nesse sentido que Adriana Barbosa, do Preta Hub,  nos apresentou a primeira versão do Festival Feira Preta , agora, no Metaverso.

O Preta Hub é uma aceleradora que congrega os mais de 20 anos de experiência da Feira Preta, promovendo os negócios de pessoas pretas em todo o país, a partir de diversas iniciativas. Agora, o mais interessante para se destacar deste caso é: Adriana começou empreendendo com um brechó, juntando as peças que tinha em casa. Foi do brechó ao Metaverso, em 20 anos. Como será que essa jornada se deu?

A Feira Preta é um exemplo tão emblemático que poderíamos contar toda uma linha do tempo sobre como ela se reinventa a cada ano. Mas, o mais importante aqui é saber que um negócio precisa estar atento e apto a inovar sempre, experimentando oportunidades e estando alinhado com as boas práticas sustentáveis que já citamos. É assim que os negócios do futuro prosperam.

Pois bem, de brechó, às primeiras edições da Feira Preta, chegando a ser um festival: em 2024, no Metaverso, contou com a parceria da empresa de tecnologia, a Metamazon Technologies para realizar uma experiência figital (físico + digital) para o público: trazendo uma programação intensa com diversas atividades, além de shows de várias pessoas artistas como Preta Gil, Majur e Marcelo D2.

O Preta Hub também lançou, em parceria com a Salve Games, o mapa “Zumbi dos Palmares” no jogo Fortnite, onde a pessoa jogadora é convidada a imergir no Quilombo dos Palmares e, ao ser mentorada por Zumbi e Dandara, deverá defender o território de invasores, vivenciando uma experiência decolonial e ancestral.

Em todos esses exemplos do Preta Hub pôde-se observar a oportunidade de ressignificar seus modelos de negócios, na prática. E isso pode ser pensado para qualquer tipo de negócio, mesmo aquele que começou como um brechó, por exemplo.

 


 

Esperamos que, com este conteúdo, você consiga se inspirar, dar uma revisada no seu modelo de negócios e inovar, cada vez mais! Conte conosco para co-criar futuros possíveis, com a tecnologia possibilitando produtos e serviços cada vez mais diversos, inclusivos e equitativos. Continue acompanhando o Sebrae Play e tenha acesso a conteúdos que podem transformar o seu negócio!

Dúvidas? Fale com um de nossos especialistas no Atendimento Online, ligue para nossa Central de Atendimento no telefone 0800 570 0800 ou visite a Agência de Atendimento mais próxima.

Publicado em 09/07/2024 19:58

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