Pró-labore: como funciona a retirada de salário da empresa?

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Pró-labore: como funciona a retirada de salário da empresa?

Entenda a importância em definir, de forma clara, o valor do pró-labore

Publicado em
03/01/2024 20:36

Tempo de
leitura: 6min

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Entenda a importância em definir, de forma clara, o valor do pró-labore

Quem está à frente de uma empresa precisa ter um cuidado muito específico em relação ao próprio salário. Uma questão que deveria ser mais bem analisada pelos empreendedores é o valor das retiradas que são realizadas ao longo do mês.

Essa preocupação deve ser prioridade já que, infelizmente, muita gente ainda erra na hora de calcular a própria retirada de salário.

Caso você faça parte de alguma sociedade ou tenha a própria empresa, mesmo sem nenhum outro sócio, vamos falar agora dessa parte importante para a sobrevivência do negócio e, claro, dos profissionais. Veja como deve funcionar a retirada de salário da empresa!


 


Saiba como fazer a retirada de salário da empresa

Em muitos casos, um erro inicial é cometido quando a determinação do valor a ser retirado como salário se dá em virtude dos gastos pessoais mensais.

Ou seja, uma pessoa que faz parte da gestão da empresa faz uma retirada de determinada quantia capaz de quitar os compromissos já assumidos. É claro que os empreendedores precisam ter sua remuneração definida, mas essa missão não deve ser tão simples assim.

O critério dos gastos mensais não é definitivamente algo que deve ser considerado. É preciso que se faça uma análise mais profunda.

Antes de mais nada, vamos ao papel da pessoa que empreende dentro da empresa. Um empreendedor ou empreendedora pode desempenhar dois papéis distintos em seu negócio. Um é facultativo, ou seja, ele desempenha se quiser. Outro é compulsório, ou seja, obrigatório. E a forma de remuneração deve ser diferente em cada um desses papéis.

Entenda o que é pró-labore

O papel facultativo em um negócio é trabalhar na gestão, no dia a dia da empresa. Nem todos os empreendedores desempenham esse papel, mas aqueles que o fazem têm direito a receber pelo trabalho realizado. No caso dos colaboradores, a empresa paga salários. Para os empreendedores, o termo correto é pró-labore.


 


 


 

Retire um valor justo do pró-labore

Agora que demos o nome certo a retirada de salário, vamos debatê-la mais a fundo.

E qual o valor justo do pró-labore? Lembrando que aqui não estamos falando simplesmente daquele que é definido com o contador da empresa.

Muitas das vezes, o pró-labore é definido no menor valor possível para diminuir o pagamento dos encargos. Na prática, porém, o valor justo para o trabalho realizado vai depender de duas variáveis: o grau de responsabilidade assumida e também o tamanho da empresa. Quanto mais responsabilidades, maior deve ser o pró-labore.

Além disso, quanto maior a empresa, maiores são as possibilidades que ela possa pagar remunerações melhores. Um exercício que pode ser feito é imaginar a necessidade de se contratar um colaborador para substituir, por alguma razão, o trabalho que era realizado pelo sócio.

Qual seria o salário a ser oferecido para esse substituto? O salário que será oferecido a esse profissional é um bom balizador para o valor do pró-labore.

Mas o sócio tem outro papel na sua empresa. E deste não há como fugir. Ele é obrigatório. Sócios são donos e os donos têm alguns benefícios exclusivos. Um deles é ter direito aos lucros da empresa.

Para isso, é claro, é necessário que a empresa esteja dando lucros. É importante ter alguma ferramenta de controle financeiro que demonstre essa situação.

Use o lucro com sabedoria

E o dono pode ficar com todo o lucro? Até pode, pois a empresa é dele, não é mesmo?

Mas nas boas práticas do controle financeiro, surge, então, outra pergunta. Ele deveria ficar?

Claro que não, pois a empresa precisa reinvestir parte do seu lucro para manter se competitiva e até expandir os negócios.

Um grande problema pode começar quando se misturam no mesmo mês, essas duas remunerações. Uma análise do resultado da empresa pode apontar uma lucratividade baixa.

Mas isso só ocorreu, pois parte do lucro já foi distribuída aos sócios. E caso isso não aconteça de forma equilibrada, o futuro da empresa pode estar comprometido!

Essa reflexão não deve apenas ajudar a nortear o cálculo da retirada de salário da empresa por parte dos sócios. Na verdade, a ideia é que esse cálculo seja previsto e muito bem analisado no controle financeiro do seu negócio. Assim como o pró-labore é o salário que vai pagar pelo dia-a-dia das pessoas que são sócias da empresa, seu cálculo correto deve fazer parte do cotidiano do controle das finanças.

Se ainda houver alguma dúvida, fale com um dos nossos especialistas no Atendimento Online, ligue para nossa Central de Atendimento no telefone 0800 570 0800 ou visite o Ponto de Atendimento mais próximo. Conte com o Sebrae!

Publicado em 03/01/2024 20:36

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